Francisco Vasconcelos
Descruza
– enquanto é tempo –
teus recolhidos braços.
Sim, descruza-os.
Libera tuas mãos do preguiçoso aconchego
para que,
livres,
possam ensejar-te a vez de também seres útil,
na necessária semeadura do amanhã.
Descruza, sim, teus braços preguiçosos
e de uma vez por todas,
rompe os grilhões da inútil e inconsequente postura.
Pensa em quantos esperam por ti.
Em quantos esperam que lhes estendas a mão amiga,
essa mesma mão que escondes,
que ocultas.
Quantos serão os que dela dependem?
Quantos serão os que esperam de ti?
Descruza, pois, os braços!
Até mesmo para que,
tendo livres as mãos
possam elas também receber o quinhão que lhes cabe
na justa partilha do amor há muito prometido.

Postagens Relacionadas
Homenagem em vida, agora homenagem póstuma
HOMENAGEM DA CONFRARIA ABERTA AO ESCRITOR E POETA COARIENSE FRANCISCO VASCONCELOS
(Texto-fala de José Coelho Maciel, ide...
12/14/2016Curso de Modelo e Manequim prepara jovens coarienses que sonham em seguir carreira no mundo da moda
O curso é promovido pela Prefeitura de Coari, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, e visa a formação d...
05/15/2016Recomeçar – II
Archipo GóesQuantas vidas cabem
Dentro de uma vida só?
Há várias vidas em mim
Não sei de onde eu vim
E para onde eu vo...
07/07/2017









